DESPEJO DE ESGOTO NO RIO NEGRO É CONTESTADO POR PESQUISADORES (Amazônia Real)

mar 24 2014

Reproduzido de Amazônia Real (Reportagem de Elaíze Farias)

A proposta do governo do Amazonas de adequar à legislação brasileira o despejo de efluentes do sistema de esgoto sanitário de Manaus no rio Negro vem preocupando cientistas que estudam as características químicas e biológicas da bacia.

Para estes cientistas, o rio Negro não tem capacidade autodepurativa e de absorção de resíduos, diferente do que afirma o grupo de especialistas e consultores cujos estudos estão respaldando o projeto do governo do Amazonas e da concessionária de abastecimento de água Manaus Ambiental. Eles alertam também para o fato de que o rio Negro, em médio prazo, estará com sua capacidade esgotada para continuar recebendo efluentes sanitários. Para outros, é preciso oferecer alternativas de destinação dos resídios.

“Se você pegar 100 litros de fezes de uma cisterna e jogar na bacia do rio Negro, evidentemente o rio vai dispersar. Mas é uma quantidade pequena. Agora imagine fazer isto constantemente, todos os dias. Multiplique essa quantidade por quase dois milhões de pessoas, que é a população de Manaus, e descubra as toneladas que serão jogadas no rio”, diz o químico Sérgio Bringel, doutor em hidrogeoquímica de pequenos e grandes rios da bacia Amazônica e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

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